EDUCAÇÃO PEDAGOGICA  


Tem muitas histórias do Brasil nas telas de Tarsila
O estudo do quadro Operários, de autoria da primeira-dama do modernismo, permite observar como o país ingressou no mundo industrializado, no início do século 20
Paulo Araújo
Operários: destaque da fase social da pintora, a tela mostra os vários rostos dos trabalhadores da recém-inaugurada indústria brasileira

Peça de teatro, minissérie de TV, exposições bem cuidadas e um site oficial jogaram luzes este ano sobre a obra e a vida privada de Tarsila do Amaral (1886-1973). Tamanho destaque se justifica pela produção da artista, considerada a primeira-dama do modernismo brasileiro e uma das responsáveis pela criação de uma arte genuinamente verde-amarela. O trabalho da pintora passa por várias fases, como a pau-brasil, a antropofágica e a social. Desta última, que contribuiu para solidificar no nosso imaginário o início da industrialização do país, a tela Operários se destaca.

O quadro pintado em 1933 é um verdadeiro painel da nossa gente, a mesma que veio dos quatro cantos do país e do mundo para pegar pesado nas fábricas, que na época começavam a transformar a paisagem brasileira. "Trata-se de um marco histórico na obra de Tarsila, pois, se ela já fora no Brasil a precursora do cubismo e do surrealismo nas artes plásticas, detém-se agora na pintura de assunto eminentemente social", escreve Nádia Battella Gotlib, autora de uma das mais completas biografias da pintora.

Operários funciona como ponto de partida para você falar sobre o surgimento dos grandes centros urbanos brasileiros. Esse é o tema do roteiro indicado para turmas de 5ª a 8ª série que você verá a seguir. Ele contempla as disciplinas de Artes, História e Geografia e foi elaborado por Maria Lúcia Medeiros, professora da Escola Vera Cruz, em São Paulo; Roberto Giansanti, autor de livros didáticos de Geografia; e Marco Antônio Pasqualini, professor de Artes Plásticas da Universidade Federal de Uberlândia (MG). Depois, confira sugestão de atividades de Artes para classes de 1ª a 4ª série.

A nossa revolução industrial

Mostre para a classe a reprodução da tela que ilustra a página ao lado e aborde, inicialmente, a temática social. Pergunte o que os estudantes sabem sobre o funcionamento de uma fábrica e os processos de transformação de matérias-primas. Quais os setores industriais que mais prosperaram no Brasil? Ouça as opiniões e ensine que o conceito de fábrica foi criado pela Revolução Industrial, na Inglaterra do final do século 18. Ele sugere a divisão social do trabalho e a incorporação de novas tecnologias de energia. A indústria, de forma geral, transforma elementos da natureza em objetos fabricados por máquinas operadas pela mão do homem.

Conte à turma que as primeiras fábricas brasileiras dedicavam-se à produção de bens não-duráveis, como tecidos e alimentos. A partir dos anos 1930 e, principalmente depois da Segunda Guerra Mundial, o nosso parque industrial diversificou-se e passou a produzir os chamados bens duráveis — automóveis e eletrodomésticos — e produtos da indústria de base (cimento, petroquímica e siderurgia).

Instigue a curiosidade da garotada sobre outros aspectos históricos referentes a Operários: aponte os elementos de fundo e os detalhes sobre as figuras humanas. O que sugere o semblante das pessoas? Alguém arrisca dizer qual era a intenção da artista? O que a pintura está anunciando? Há nela alguma denúncia social? (Veja mais informações sobre a industrialização em São Paulo no quadro ao lado.) Hoje, como poderíamos retratar uma cena de trabalhadores?

Anote as hipóteses citadas, escolhendo as principais. Faça os esclarecimentos necessários e proponha uma pesquisa sobre urbanização, industrialização e imigração no início do século 20. Sugira que os alunos elaborem textos sobre o período — eles podem ser ilustrados com fotos, gravuras e desenhos relativos à época.

De olho nos elementos visuais da tela

De início, incentive comentários sobre os aspectos visuais do quadro por meio de algumas questões.

Como os personagens estão organizados?
Há uma geometria que dá ordem aos elementos?
Os personagens se agrupam ou são mostrados de forma isolada?
Quais as cores usadas pela pintora?
O que são os cilindros verticais no canto superior da tela?
Que cidade é essa?
Quem são as pessoas representadas? Elas pertencem a diferentes raças ou classes sociais?

Os estudantes devem perceber que há negros, brancos, japoneses, mestiços, homens, mulheres e crianças de várias idades formando a cena. Ressalte a postura das pessoas: elas estão todas de frente, tendo apenas a cabeça e parte do colo aparecendo. Essa pose sugere padronização e anonimato, apesar dos acessórios individuais. Será que os alunos conseguem distinguir alguém famoso? Mário de Andrade (1893-1945), autor de Macunaíma, é o homem de óculos no meio das pessoas; Oswald de Andrade (1890-1954), o poeta que foi casado com Tarsila, está no canto superior da pintura. Mostre assim que há tanto pessoas humildes, do povo, quanto intelectuais e artistas naquela "multidão" representada.

Conte que Nádia Battella Gotlib aponta em seu livro que os rostos, surreais, levitam, suspensos, tal como o próprio rosto da artista no seu famoso Auto-Retrato (reproduzido na pág. ao lado). A mensagem, porém, não é mais de beleza radiante. É de miséria e dor. Cada um deles exibe, de modo marcante, a sua própria fisionomia. Algumas delas a artista constrói, inclusive, com base nos traços de pessoas conhecidas. Há força em cada uma dessas expressões que fitam, de frente e corajosamente, o espectador.


Escrito por SUELLEN FASHION às 09h00 [   ] [ envie esta mensagem ]





O ENSINO RELIGIOSO NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO I- Histórico O Ensino Religioso é oferecido nas Escolas da Rede Pública do Estado do Rio de Janeiro, em conformidade com as Legislações vigentes: Constituição da República Federativa do Brasil de 05/10/1988 (Art.210 parágrafo 1) – determina que o Ensino Religioso é de matrícula facultativa e disciplina dos horários normais das Escolas Públicas; Constituição do Estado do Rio de Janeiro de 05/l0/1989 (Art.310) que reintera a Constituição da República Federativa do Brasil; Resolução da SEE/RJ nº 1568 de 06/10/1990 que dispõe sobre o Ensino Religioso nas Escolas da Rede Pública Estadual; LDB nº 9394/96 (Art.33 com nova redação na Lei nº 9475 de 22/07/1997) ; Resolução nº2/98 da Câmara de Educação Básica que institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental, classificando a Educação Religiosa como área de conhecimento; Lei nº3459/00 de 14/09/2000 que dispõe obre o Ensino Religioso Confessional nas Escolas da Rede Pública de Ensino do Estado do Rio de Janeiro; Resolução SEE nº 2453 de 07/02/2002 que estabelece as diretrizes para a implantação das Matrizes Curriculares para os níveis da Educação Básica e Modalidade de Educação de Jovens e Adultos; Decreto nº 31.086 de 27/03/2002 que regulamenta o Ensino Religioso Confessional nas Escolas da Rede Pública de Ensino do Estado do Rio de Janeiro. Pressupostos: · O Ensino Religioso atinge o alunado da Educação Básica (Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio) sendo prioritário em todas as Unidades Escolares da Rede Estadual, inclusive Escolas de Horário Integral, Escolas Diferenciadas ( em Presídios), na Educação Especial, na Educação de Jovens e Adultos, e no Ensino Normal. · O Ensino Religioso objetiva desenvolver de forma integral o educando, considerando a sua realização plena, a transcendentalidade do seu ser, sua relação consigo mesmo, com o outro, com o Universo e com Deus favorecendo a construção de um mundo mais humano, justo, solidário, pacífico e fraterno. · O Ensino Religioso tem tríplice tarefa: informação objetiva e articulada ; formação para discernimento religioso e consequente vivência da fé; e educação da convivência para o diálogo numa sociedade pluralista, permeada de tradições religiosas. · Em recente levantamento feito junto às Coordenadorias Regionais para saber do interesse dos alunos pelo Ensino Religioso, 85% dos alunos querem orientação religiosa . Contamos com poucos professores no Ensino Religioso. · Os estudos realizados quanto às opções religiosas das famílias atendidas pelas escolas revelaram que 65% são Católicos, 25% são Evangélicos de diferentes denominações, 5% são Espíritas e de outras crenças e 5% sem religião.


Escrito por SUELLEN FASHION às 07h53 [   ] [ envie esta mensagem ]





O RAP

O Rap ( Ritmo e Poesia ou Revolução Atravéz das Palavras), que surgiu nos anos 70, foi e representa até hoje uma forma de mostrar a realidade social, que é ainda desconhecida pela sociedade.

Quando o movimento Hip-Hop começou a tomar forma, a população negra dos EUA já tinha um longo histórico de lutas contra a opressão, e há tempos vinha utilizando a música e as rádios para resistir à exploração que era imposta pela maioria Branca. Nos anos 60, o país foi sacudido por uma série de tumultos raciais (Um dos mais conhecidos ocorreu no Gueto de Watts, em 1964)

O Rap, porém, oferecia uma vantagem a seus simpatizantes: Não era preciso gastar uma fortuna em equipamentos ou montar uma banda profissional para se exercer esta arte e, conseqüentemente, expressar um ponto de vista político ou social. Bastava, apenas, usar a criatividade, pois o Rap dependia mais da habilidade individual do artista em fazer seus comentários por meio de rimas do que, necessariamente, de lições de canto ou aparelhagens sofisticadas.

Além disso, o estilo era extremamente democratico, em termos de temática: podia-se fazer um Rap sobre injustiças sociais-e, também, para enaltecer uma vizinhança ou ainda para falar de amor e amizade.

Como o Rap infiltrou-se na cultura popular Norte-Americana?

No fim dos anos 70, um DJ Jamaicano, Kool Herc, mudou-se de Kingston para New York, estabelecendo-se no West Bronx.

Uma das inovações propostas por Herc foi a de improvisar versos sobre as 'bases' de certas músicas - no caso, os discos de Reggae.

Herc já fazia aquilo em seu país natal e achou que o público dos EUA se renderia imediatamente ao estilo.

No entanto, apesar de não terem passado inteiramente despercebidas, as experiências músicais do DJ não obtiveram grande repercussão de imediato, pelo fato de o Reggae não estar 'em alta' em New York daquele período.

Assim, o DJ adaptou o seu estilo à nova realidade, fazendo suas improvisações verborrágicas sobre sessões instrumentais ou de percussão dos grandes sucessos do momento. Infelizmente, o 'espaço' para essas improvisações era pequeno - os trechos instrumentais ocupavam um espaço limitado das partituras -, e, assim, Herc precisou lançar mão da tecnologia para virar o jogo a seu favor: utilizando um Mixer de áudio, o DJ conseguiu estender o tempo dessas sessões de modo indeterminado, ampliando consideravelmente a 'base' para suas mensagens.

No inicio, essas mensagens não eram muito sotisficadas ou complexas, Por exemplo, era comum os DJs valerem-se do recurso imaginado por Herc para anunciarem a presença de um convidado em uma festa de Hip-Hop. Assim, durante os trechos instrumentais das músicas, eles eles inseriam breves discursos, como: 'É isso aí, galera, fulano de tal esta aqui esta noite, e vai agitar a festa pra vocês'; com o tempo, uma ligeira inovação foi operada no estilo: Os DJs começaram a rimar seus discursos, que ganharam um tom mais descolado: 'É isso aí, galera! Fulano chegou pra arrasar...Alguém duvida que o homem é fera?' - e assim por diante.

Pouco a pouco, o Rap foi ganhando a cara que tem atualmente: Kool Herc prestou outra contribuição importante à evolução do gênero quando, ao notar que sua invenção havia 'pegado' junto à galera, passou a dividir trabalho com dois companheiros, Coke La Rock e Clark Kent, que respondiam pelos microfones. Estava formado, assim, o primeiro 'grupo' de Rap: Kool Herc and The Herculoids.

Os efeitos da 'democratização' do Rap foram benéficos ao movimento Hip-Hop. De um fênomeno isolado, restrito à juventude negra dos EUA, o Rap foi absorvido pelo mercado mainstream, conquistanto um número maior de adéptos. A mensagem do Rap também passou a ser mais incisiva, do ponto de vista político: O grupo Public Enemy, por exemplo, reacendeu a polêmica da luta contra a segregação racial em músicas como 'Fight The Power'.

Hoje, o Hip-Hop é uma poderosa influência na formação de milhares de jovens, independentemente de fatores como raça ou condição social. A cultura Hip-Hop trascendeu fronteiras e revolucionou a música popular, tornando-a mais sensível aos problemas das grandes cidades

 


Escrito por SUELLEN FASHION às 10h23 [   ] [ envie esta mensagem ]





Enciclopédia da História

ARQUIMEDES

287–212 a.C.

Cientista grego

As muitas contribuições de Arquimedes para o pensamento científico – e a capacidade de pôr as teorias em prática – tiveram impacto enorme no desenvolvimento da civilização moderna. Suas inovações estão bem documentadas, mas pouco se sabe de sua vida. Viveu em Siracusa até a cidade ser sitiada pelos romanos em 214 a.C., quando criou uma série de engenhosas máquinas bélicas que mantiveram o inimigo imobilizado por cerca de três anos. Quando eles finalmente entraram na cidade, Arquimedes foi morto no massacre. Sua invenção mais conhecida é um cilindro com um parafuso dentro, que faz subir o volume da água nele contida quando girado. Também provou que cargas pesadas podem ser movidas com alavancas e polias, e seu princípio sobre o empuxo nos meios fluidos tornou-se a base da hidrostática.

Apesar da originalidade de Arquimedes, suas descobertas científicas tiveram pouca influência até o século IX, quando eruditos islâmicos descobriram, traduziram e fizeram circular seus trabalhos.

Copyright © 1997 Dorling Kindersley

Tradução Brasileira Copyright © 2000 Editora Globo S.A.

Enciclopédia da História

ARISTÓTELES

384–322 a.C.

Filósofo e cientista grego

Durante séculos Aristóteles permaneceu sozinho no Ocidente como primeira autoridade na ciência e na filosofia. Ele não só estabeleceu o princípio da lógica, ao formular leis básicas sobre os procedimentos racionais, mas, seguindo sua máxima "melhor exercitar o intelecto do que simplesmente o possuir", escreveu extensamente sobre ética, política, retórica e poesia, assim como sobre fisiologia, psicologia, embriologia e história natural.

Freqüentou durante vinte anos a Academia de Platão, em Atenas. Após a morte de Platão, cujas idéias mais metafísicas posteriormente rejeitou, abriu sua própria escola, o Liceu. Singularmente, no Liceu, os discípulos tomavam suas lições caminhando de um lado para outro.

Aristóteles também foi preceptor do príncipe Alexandre da Macedônia, mais tarde conhecido como Alexandre, o Grande. Depois da morte deste, um sentimento antimacedônico forçou Aristóteles a fugir para a ilha de Eubéia. Ali morreu, em 322 a.C., depois de assentar as bases para boa parte do pensamento científico e filosófico da civilização ocidental.

Copyright © 1997 Dorling Kindersley

Tradução Brasileira Copyright © 2000 Editora Globo S.A.

 

 

 


Escrito por SUELLEN FASHION às 14h11 [   ] [ envie esta mensagem ]





Enciclopédia da História

Linha do Tempo: 1400-1391 a.C.

Surge a primeira escrita alfabética

C.1400 A.C. - SÍRIA Escribas que trabalham no porto de Ugarit (Ras Shamra), na Síria, inventaram um sistema de símbolos que, pela primeira vez, tornou possível transcrever graficamente, e com pouquíssimos sinais, todos os sons de uma língua falada. No caso, trata-se do idioma por eles adotado, que constitui uma das muitas línguas semitas em uso na época.

AJUDA AO COMÉRCIO

Ugarit é um dos mais prósperos portos sírios. Ali se fabricam, e dali se exportam, sofisticadas armas e uma varidade de luxuosos objetos de metal, em especial seus afamados vasos de bronze. Considerando o papel da cidade como destacado porto, e com acesso a importantes rotas de caravanas, não é de estranhar que os comerciantes locais tenham recebido com grande satisfação a notícia da criação de um flexível sistema de escrita, que certamente vai facilitar muito as transações mercantis.

SISTEMA ALFABÉTICO

O novo sistema não é o primeiro meio criado para representar a palavra falada, mas é certamente o primeiro a se utilizar de um alfabeto, ou seja, um conjunto de sinais capazes de, combinados adequadamente, representar cada som do idioma que se fala. Trata-se de um grande avanço em relação aos sistemas anteriores, tanto a escrita cuneiforme silábica praticada na Mesopotâmia quanto a hieroglífica, adotada pelos egípcios.

No novo sistema sírio, o número de sinais é drasticamente menor que o dos sistemas anteriores. São apenas cerca de trinta, mas é o que basta para se poder transcrever graficamente cada um dos sons falados.

Mais ao sul, na Fenícia e na Palestina, vem sendo desenvolvida uma escrita em linhas que não faz uso de sinais cuneiformes. Supõe desenhar traços curvos ou retos, em vez de usar cunhas e, como não se restringe à escrita em argila, deve ter mais sucesso e difundir-se mais amplamente.

Imagens da vida de peregrinos estão imortalizadas na rocha do pico do monte Bego, nos Alpes.

ENTALHES EM PICO ALPINO

Copyright © 1997 Dorling Kindersley

Tradução Brasileira Copyright © 2000 Editora Globo S.A.


Escrito por SUELLEN FASHION às 13h14 [   ] [ envie esta mensagem ]






 

Quero uma escola retrógrada...


Aforismo que repito sempre: "Numa terra de fugitivos aquele que anda na direção contrária parece estar fugindo." O poeta T. S. Eliot, que o escreveu, pôs o fugitivo no singular: um ser solitário. E era assim que eu sempre me sentia, andando sozinho na direção contrária. Mas, repentinamente, descobri um outro "fugitivo", um velho de longas barbas e que fumava um charuto fedorento. Não gosto de cheiro de charutos. Mas gosto de companhia. Aproximei-me dele e o reconheci. O nome dele era Karl Marx. Fiquei espantado porque sempre pensei que ele se encontrava no meio da multidão dos que andam para a frente, os modernos, economistas, cientistas - pois foi isso que sempre disseram dele os que se diziam seus intérpretes. De fato, as roupas que ele usava eram modernas, feitas de tecido fabricado naquelas tecelagens (que ele odiava) onde trabalhavam mulheres e crianças 16 horas por dia, para enriquecer os donos. Evidentemente faltava-lhe tempo e habilidade para fazer o que fazia aquele outro retrógrado chamado Gandhi, que tecia seus próprios tecidos num tear doméstico que ele afirmava ter poderes terapêuticos e sapienciais. Percebi que ele era moderno por fora mas o seu coração era retrógrado; andava para trás. Como o meu.

Psicanalista, presto atenção nos detalhes, os lapsus, e foi assim que descobri esse segredo que ninguém mais sabia: um pequeno texto...Ele dizia nesse texto que o operário, ao ver o objeto que produzira, tinha de ver o seu próprio rosto refletido nele. Cada objeto tem de ser um espelho, tem de ter a cara daquele que o produziu. Quando o operário vê seu rosto refletido no objeto que ele produziu ele sorri feliz. O trabalho, com todo o seu sofrimento, valeu a pena: foi dor de parto.

Agora, meu leitor, lhe peço: ande por sua casa e examine os objetos modernos que há por lá: liquidificadores, torradeiras, fogões, computadores. Olhando para eles, cara de quem você vê? Se, ao invés de estar comprando um desses objetos numa dessas lojas que vendem tudo para fazer sua mãe feliz - eles, os vendedores, acham que sua mãe é muito curta de inteligência e de sentimentos - você estiver numa exposição de arte - esculturas do Santos Lopes, esse extraordinário artista português, por exemplo - e você se apaixonar por uma delas - você poderá procurar um lugar, na escultura, onde ele colocou a sua assinatura. Você compra a escultura, leva-a para sua casa, põe na sala, e se eu for visitá-lo, ao ver a escultura, direi imediatamente, antes de examiná-la: " Ah! Você tem uma Santos Lopes!" Todas as esculturas do Santos Lopes têm a cara dele ( mesmo que ele não as assine; são inconfundíveis!). Mas o nome de que artesão irei dizer ao ver seu liquidificador, sua torradeira, seu computador, sua esferográfica? Esses objetos foram feitos por pessoas sem nome. Foram produzidos em linhas de montagem. São todos iguais. Quando ficam velhos são jogados fora e outros, novos, também produzidos em linhas de montagem, são comprados. Operários que trabalham em linhas de montagem não assinam as suas obras - porque não são deles - e nem vêem o seu rosto refletido nelas. Foi isso que me fez concluir, a partir da pequena afirmação de Marx, que ele destruiria as linhas de montagem, se pudesse, voltando então a um tempo passado onde cada obra era espelho como assinatura. Acontece que objetos com o rosto do artesão e assinatura não chegam para alimentar a economia capitalista, que tem uma fome insaciável. Marx sonhava com uma situação que já não mais existia, o atelier do artesão medieval, cada artista, cada aprendiz, fazendo uma coisa única, que nunca mais se repetiria: em cada objeto o rosto do que o produzira, cada objeto uma experiência de felicidade narcísica. É isso que combina conosco, seres humanos, únicos, que nunca se repetem.

Como são produzidos liquidificadores, máquinas de lavar roupa, computadores, automóveis? São produzidos numa "linha de montagem". De maneira simplificada: uma esteira que se movimenta. Ao lado dela estão operários. Cada operário tem uma função específica. O processo se inicia com uma "peça original" à qual, à medida que esteira corre, os operários vão acrescentando as partes que irão compor o objeto final. Nenhum operário faz o objeto, individualmente. Cada operário faz uma única operação: juntar, soldar, aparafusar, cortar, testar. O resultado da linha de montagem é a produção rápida e controlada de objetos iguais. A igualdade dos objetos finais é a prova da qualidade do processo. O que não for igual, isso é, que apresentar alguma peculiaridade que o distinga do objeto ideal, é eliminado. A função da "peça original", como se vê, é a de ser simples suporte para as outras peças que lhe vão sendo acrescentadas. Ao final do processo a "peça original" praticamente desapareceu. No seu lugar está o objeto que vale pela sua função dentro do processo econômico.

Nossas escolas são construídas segundo o modelo das linhas de montagem. Escolas são fábricas organizadas para a produção de unidades bio-psicológicas móveis portadoras de conhecimentos e habilidades. Esses conhecimentos e habilidades são definidos exteriormente por agências governamentais a que se conferiu autoridade para isso. Os modelos estabelecidos por tais agências são obrigatórios, e têm a força de leis. Unidades bio-psicológicas móveis que, ao final do processo, não estejam de acordo com tais modelos são descartadas. É a sua igualdade que atesta a qualidade do processo. Não havendo passado o teste de qualidade-igualdade, elas não recebem os certificados de excelência ISO-12.000, vulgarmente denominados diplomas. As unidades bio-psicológicas móveis são aquilo que vulgarmente recebe o nome de "alunos".

As linhas de montagem denominadas escolas se organizam segundo coordenadas espaciais e temporais. As coordenadas espaciais se denominam "salas de aula". As coordenadas temporais se denominam "anos" ou "séries". Dentro dessas unidades espaço-tempo os professores realizam o processo técnico-científico de acrescentar sobre os alunos os saberes-habilidades que, juntos, irão compor o objeto final. Depois de passar por esse processo de acréscimos sucessivos - à semelhança do que acontece com os "objetos originais" na linha de montagem da fábrica- o objeto original que entrou na linha de montagem chamada escola ( naquele momento ele chamava "criança") perdeu totalmente a visibilidade e se revela, então, como um simples suporte para os saberes-habilidades que a ele foram acrescentados durante o processo. A criança está, finalmente formada, isso é, transformada num produto igual a milhares de outros. ISO-12.000: está formada, isto é, de acordo com a forma. É mercadoria espiritual que pode entrar no mercado de trabalho.

 


Escrito por SUELLEN FASHION às 09h09 [   ] [ envie esta mensagem ]





Leitores

Quero convidá-los para refletir sobre a nossa educação. Muitas vezes criticamos nosso colega de trabalho,e sem querer nos pegamos cometendo o mesmo erro, vamos então nos policiar e, se possível esquecer um pouco do colega e começar a mudar a parti de nós.

Convido a todos vocês a mudar o mundo, a mudar a escola, a mudar a educação.  


Escrito por SUELLEN FASHION às 11h54 [   ] [ envie esta mensagem ]





Ensino Fundamental

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Parâmetros em Ação

   O programa Parâmetros em Ação tem como propósito apoiar e incentivar o desenvolvimento profissional de professores e especialistas em educação, de forma articulada com a implementação dos Parâmetros Curriculares Nacionais, dos Referenciais Curriculares Nacionais para a Educação Infantil, para a Educação Indígena e da Proposta Curricular para a Educação de Jovens e Adultos.

  A idéia central desse programa é favorecer a leitura compartilhada, o trabalho conjunto, a reflexão solidária, a aprendizagem em parceria.

  O programa está organizado em módulos de estudo compostos por atividades diferenciadas que procuram levar à reflexão sobre as experiências que vêm sendo desenvolvidas nas escolas e acrescentar elementos que possam aprimorá-las. Para tanto, utiliza textos, filmes, programas em vídeos que podem, além de ampliar o universo de conhecimento dos participantes, ajudar a elaborar propostas de trabalho junto aos colegas de grupo e realizá-las com seus alunos.

Conheça todos os materiais do programa Parâmetros em Ação.

 


Escrito por SUELLEN FASHION às 11h41 [   ] [ envie esta mensagem ]






Escrito por SUELLEN FASHION às 15h33 [   ] [ envie esta mensagem ]





DIVIRTAM-SE COM A MARAVILHOSA IMAGEM DO RIO


Escrito por SUELLEN FASHION às 15h31 [   ] [ envie esta mensagem ]





AS IMAGENS MAIS BONITAS!!!!!!!!!!!!1

PARA OS AMANTES DO RIO DE JANEIRO

 


Escrito por SUELLEN FASHION às 11h40 [   ] [ envie esta mensagem ]






Escrito por SUELLEN FASHION às 11h32 [   ] [ envie esta mensagem ]





Educação Indígena

 

Legislação

 

A promulgação da Constituição Federal Brasileira em 1988 foi um marco na redefinição das relações entre o Estado brasileiro e as sociedades indígenas. Ela passou a assegurar o direito das comunidades indígenas a uma educação escolar diferenciada, específica, intercultural e bilíngüe. Somente assim, será possível garantir não apenas sua sobrevivência física, mas também étnica, resgatando a dívida social que o Brasil acumulou em relação aos habitantes originais do território.

Os índios deixaram de ser considerados categoria social, em vias de extinção, e passaram a ser respeitados como grupos étnicos diferenciados, com direito a manter sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições. Além disso, a CF assegurou a eles o uso de suas línguas maternas e processos próprios de aprendizagem, devendo o Estado proteger suas manifestações culturais. Desta forma, fica garantido às comunidades indígenas, o acesso a uma escola com características específicas, que busque a valorização do conhecimento tradicional vigente em seu meio, ao mesmo tempo que forneça instrumentos necessários para enfrentar o contato com outras sociedades.


Escrito por SUELLEN FASHION às 11h02 [   ] [ envie esta mensagem ]





Educação De Jovens e Adultos

  O Ministério da Educação tem como uma de suas metas prioritárias assegurar a todos os brasileiros de 15 anos e mais que não tiveram acesso à escola ou dela foram excluídos precocemente , o ingresso, a permanência e a conclusão do ensino fundamental com qualidade.

Para a oferta da educação de jovens e adultos, modalidade da educação básica, o MEC articula-se com estados, municípios e sociedade civil organizada.

O MEC está implementado um conjunto de ações para a ampliação da oferta, para recuperação e melhoria da escola pública e para valorização do professor, tais como: apoio técnico e financeiro aos sistemas de ensino e elaboração e distribuição de material didático.

  • Programa Fazendo Escola
    Saiba maiores informações sobre o Programa de Apoio à Educação de Jovens e Adultos
  • Proposta Curricular
    Subsídios à elaboração de projetos e propostas curriculares para o 1º Segmento e do 2º Segmento do Ensino Fundamental, produzidos pelo MEC.
  • Material Didático
    Conheça os materiais disponibilizados pela COEJA - Coordenação-Geral de Educação de Jovens e Adultos
  • Legislação
    Dispositivos legais de âmbito federal que dão respaldo à educação de Jovens e Adultos.

 


Escrito por SUELLEN FASHION às 10h46 [   ] [ envie esta mensagem ]





Fundação Darcy Ribeiro

Interdisciplinaridade

Que se entende por interdisciplinaridade? Como se dá nossa relação com o mundo social, natural e cultural? Esta relação se dá fragmentada, de tal modo que cada fenômeno observado ou vivido é entendido ou percebido como fato isolado? Ou essa relação se dá de forma global, entendendo que cada fenômeno observado ou vivido está inserido numa rede de relações que lhe dá sentido e significado. Enfim como se dá o conhecimento? E como se realiza um fazer docente pautado no conceito de interdisciplinaridade?

As Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio – Parecer CEB/CNB no. 15/98, instituídas pela Resolução n.º. 4/98, entre outras disposições, determinam que os currículos se organizem em áreas – "a base nacional comum dos currículos do ensino médio será organizada em áreas de conhecimento" – estruturadas pelos princípios pedagógicos da interdisciplinaridade, da contextualização, da identidade, da diversidade e autonomia, redefinindo, de modo radical, a forma como têm sido realizadas a seleção e organização de conteúdos e a definição de metodologias nas escolas em nosso país.

Foram organizadas e propostas três áreas curriculares: Linguagens e Códigos e suas tecnologias, Ciências da Natureza e Matemática e suas tecnologias e Ciências Humanas, Filosofia e suas tecnologias.

Entre os princípios pedagógicos que estruturam as áreas de conhecimento destaca-se como eixo articulador, a interdisplinaridade. Para observância da interdisciplinaridade é preciso entender que as disciplinas escolares resultam de recortes e seleções arbitrários, historicamente constituídos, expressões de interesses e relações de poder que ressaltam, ocultam ou negam saberes.


Escrito por SUELLEN FASHION às 10h59 [   ] [ envie esta mensagem ]



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